Oficina Sepex Educação Popular e Política para a Mídia - Próxima Reunião

As novas tecnologias propiciaram um significativo avanço na comunicação mundial. Existem hoje os mais diversos meios, que vão desde a clássica carta até a modernidade da internet e sua comunicação instantânea. Assim, um acontecimento que ocorre em qualquer parte, pode se tornar notícia rapidamente no mundo todo.

É fato, porém, que este boom da informação não se manifestou igualmente para todos. A maioria das pessoas é escrava de determinados veículos que, sob o domínio de alguns empresários, apresentam apenas aquilo que lhes convém. Vemos, comumente, o papel de fazer dinheiro substituir aquele que deveria ser o principal em relação à mídia: informar.

Sendo o maior financiador dos meios de comunicação o poder público, sua atuação quando o assunto são os governos é comprometida. Como criticar o órgão responsável pela sua manutenção? Além disso, uma quantidade significativa das concessões de Rádio e Televisão, os meios mais populares, concentram-se direta ou indiretamente nas mãos dos próprios políticos. Dessa forma, o principal meio que a população tem para conhecer seus representantes, especialmente no que concerne as suas práticas na máquina pública, está impossibilitado de exercer tal função plenamente.

Visando proporcionar o debate dessas questões, o NEPE - Núcleo de Estudos e Práticas Emancipatórias - tem como objeto de um dos seus grupos de extensão, o tema “Educação Política e Mídia”. Ele tem atuado na praia de Areias, em Florianópolis-SC, oferecendo oficinas e trabalhando com a comunidade na elaboração de um informativo local.

Na última sexta-feira, dia 24 de Outubro, o grupo participou da Sepex (Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSC) promovendo um mini-curso, intitulado “Educação Popular e Política para a Mídia”, que reuniu estudantes das mais diversas áreas, professores e membros da comunidade em geral para discutir essa temática. Nela, os participantes propuseram algumas medidas para minimizar os problemas supracitados, a saber:

- Aumentar a fiscalização e cancelar as concessões públicas de comunicação nas mãos de políticos eleitos, ou laranjas;

- Consagrar o direito à informação verdadeira;

- Acabar com os latifúndios midiáticos;

- Construir mais meios de comunicação comunitários;

- Apoiar a mídia popular que já existe;

- Exigir respeito aos movimentos sociais na pauta da mídia de massa;

- Buscar informação jornalística de qualidade;

- Abrir-se mais concessões de rádio e TV;

- Promover a igualdade na distribuição do tempo dos candidatos no rádio, TV e jornais;

- Combater a cobertura polarizada das eleições;

- Combater o privilégio na cobertura de candidatos midiáticos;

- Dar preferência à comunicação rural e comunitária.

            Convidamos você para que se una a nós, afinal esse debate continua e deve ser estendido ao maior número de pessoas, a fim de que possamos construir um espaço de comunicação mais crítico, democrático e plural.

            Quarta-feira, às 13h do dia 29 de Outubro, estaremos reunidos na sala 109 do CCJ e esperamos por você, para que obtenha mais informações do Projeto e seus grupos de Educação Política e Mídia, Regularização Fundiária e Pesquisa.

 

“A educação é um ato político, livre e libertador, reconhece naqueles que sofrem os sujeitos para sua emancipação e em nós, os sujeitos da nossa, para a construção de uma outra sociedade possível. Somos guiados pela filosofia da libertação, da sensibilidade, da luta contra o embrutecimento do mundo e estamos abertos a todos que junto conosco estejam dispostos a pensar, refletir, viver, dialogar e agir.”

Manifesto do Nepe

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